Anda sempre por aí com a cabeça nas nuvens.
Tropeça nos próprios pés, quebra o chinelo e suja a roupa limpinha que a tia deu de presente no natal.
- Essa roupa é só para sair, viu? Disse a tia depois de entregar-lhe o embrulhinho.
Tão pequena essa menina,
Sempre calada, com os baixos e vidrados.
Outro dia, enquanto caminhava até a escola, com um caderninho e bolsinha pendurada de lado,
chutou uma pedra, e foi-se com ela o tampão do dedo.
Toda chorosa, sentou na guia da calçada, arrancou uma folha do caderno para por no machucado.
E no desespero do momento nem viu que era seu dever de casa.
E como se não bastasse isso, quando lembrou que estava atrazada,
largou a folha no chão e saiu mancando até a escola.
O chão ficou todo gotejado de sangue.
A menina achava que estava morrendo, afinal nunca tinha visto tanto sangue sair dela.
A professora ficou brava, quando disse que tinha perdido o dever,
mandou chamar a mãe, e em consequência ela ficou de castigo.
Quando mãe estava quase batendo na coitada.
O vizinho, que seu coleguinhade classe,
meio metido a detetive veio correndo com a folha amassada e suja de sangue.
A mãe ficou brava com professora.
E disse: - Quem essa professorinha pensa que é pra desacreditar de minha menina?
Foi na escola no dia seguinte e quase esfregou a folha amassada,
borrada e quase ilegível na cara da professora.
A mãe deu um vexame enorme.
A menina ficou constrangida na frente de todos.
Se pudesse concerteza ficaria invisível.
Mas no fim a mãe acabou da diretoria tomando chá com a professora e a diretora.
Ficaram lá a tarde inteira.
Eram quase 5h da tarde quando a menina ouviu alguém mexer na maçaneta da porta.
Ficou sentada lá bem quietinha.
Para que ninguém brigasse com ela.
Para que ninguém a visse de preferência.
Sairam as três dando risadas, e a mãe elogiava o chá com amanteigados.
Quando exclamou. - O que você está fazendo aqui?
Já não falei pra você não ficar na rua até tarde menina?!
Sem ter o que fazer a menina foi arrastada até em casa com mãe,
berrando e arrastando-a pelas orelhas.
E então a menina pensou: - Vai entender!
By MellChan



2 comentários:
Tadinha! Que dia de azar hein? É baseado em fatos reais? E o dever, a professora aceitou?
Kkk... Então Ygor, é que eu lembrei de um dia que eu machuquei o dedo. Então surgiu a estória. Não é verídico e na verdade não pensei se a professora ia aceitar ou não o dever da menina. E obrigado por ler meu blog, fico um pouco mais animada de escrever.^^
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