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Thursday, June 16, 2011

Conto II - A menina em: Vai entender!

A menina.
Anda sempre por aí com a cabeça nas nuvens.
Tropeça nos próprios pés, quebra o chinelo e suja a roupa limpinha que a tia deu de presente no natal.
- Essa roupa é só para sair, viu? Disse a tia depois de entregar-lhe o embrulhinho.
Tão pequena essa menina,
Sempre calada, com os baixos e vidrados.
Outro dia, enquanto caminhava até a escola, com um caderninho e bolsinha pendurada de lado,
chutou uma pedra, e foi-se com ela o tampão do dedo.
Toda chorosa, sentou na guia da calçada, arrancou uma folha do caderno para por no machucado.
E no desespero do momento nem viu que era seu dever de casa.
E como se não bastasse isso, quando lembrou que estava atrazada,
largou a folha no chão e saiu mancando até a escola.
O chão ficou todo gotejado de sangue.
A menina achava que estava morrendo, afinal nunca tinha visto tanto sangue sair dela.
A professora ficou brava, quando disse que tinha perdido o dever,
mandou chamar a mãe, e em consequência ela ficou de castigo.
Quando mãe estava quase batendo na coitada.
O vizinho, que seu coleguinhade classe,
meio metido a detetive veio correndo com a folha amassada e suja de sangue.
A mãe ficou brava com professora.
E disse: - Quem essa professorinha pensa que é pra desacreditar de minha menina?
Foi na escola no dia seguinte e quase esfregou a folha amassada,
borrada e quase ilegível na cara da professora.
A mãe deu um vexame enorme.
A menina ficou constrangida na frente de todos.
Se pudesse concerteza ficaria invisível.
Mas no fim a mãe acabou da diretoria tomando chá com a professora e a diretora.
Ficaram lá a tarde inteira.
Eram quase 5h da tarde quando a menina ouviu alguém mexer na maçaneta da porta.
Ficou sentada lá bem quietinha.
Para que ninguém brigasse com ela.
Para que ninguém a visse de preferência.
Sairam as três dando risadas, e a mãe elogiava o chá com amanteigados.
Quando exclamou. - O que você está fazendo aqui?
Já não falei pra você não ficar na rua até tarde menina?!
Sem ter o que fazer a menina foi arrastada até em casa com mãe,
berrando e arrastando-a pelas orelhas.
E então a menina pensou: - Vai entender!


By MellChan

Wednesday, June 01, 2011

Atrasada.

  O relógio despertou. Eram 5h da manhã. Eu sabia porque tinha posto para dispertar esse horário. Abri um pouquinho o olho direito só para apertar o botão e ajustar para daqui 15 min. Yey, tenho um tempinho para uma sonequinha. Mas agora estava acordada e não conseguia me concentrar em dormir.
   Então, pensei: 15min não são nada. Se eu tomar o café rapidinho, eu posso dormir um pouco mais. Depois de 1min após ter ajustado o despertador do celular para 5:15h, ajustei para 5:30h e pensei: Pronto, agora sim tenho tempo para uma boa soneca.
   O ônibus estava cheio como sempre. Fiquei em pé perto da porta de trás. A janela estava aberta e o vento estava muito gelado, isso me incomodava um pouco porque não usava luvas e minhas mãos estavam congelando. Fechei os olhos tentando me distrair com a música que estava ouvindo nos fones. A melodia trabalhada e a voz suave da cantora me traziam a sensação de tranquilidade e conforto. Eu realmente gosto de ouvir a trilha sonora de alguns filmes e essa é muito boa.
   A luz do sol invadiu o quarto lançando uma forte luz em meus olhos. Fiquei incomodada, mas nem tanto. Me perdi onde estava mesmo? Deixa... tenho coisas mais importantes para fazer. Opa! espera aí. Luz do sol!
Acordei. Pensei: Que horas são.... Gritei: Ahhhh! Essa não, não acredito. Tô atrasada!
----------------------------------------Fim---------------------------------------

Isso aconteceu  algumas vezes comigo. Pensei que já tinha acordado. Mas estava dormindo!
Loucura, né? Ihihi... Pelo menos é uma história engraçada.

Vídeo da música mensionada:








By MellChan
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